Redes Sociais, onde o mercado é a conversa

Um interessante texto do nosso brilhante Silvio Meira, cientista e fundador da Porto Digital, na Folha de São Paulo – “Os limites das redes sociais…” – dá o que pensar! Simples e óbvio, e por isso mesmo surpreendente, o artigo mostra que as empresas apenas tocaram a superfície da questão das redes sociais nas suas tentativas de falar e entender a nova linguagem do mercado. Como diz Silvio Meira, o “social se tornou uma espécie de segunda natureza dos negócios” . Sem saber exatamente como lidar com os desafios que as redes sociais apresentam, as empresas acreditam que estar nas redes e colocar seus produtos/serviços entre os que bombam nos twitters da vida, seja suficiente para cair nas graças das comunidades e dos consumidores.

Segundo Silvio Meira, esse é o engano que a maioria das empresas ainda comete. E, a partir desse engano outros se seguem. “Se não há qualidade, não há investimento em ‘mídia social’ que convença os potenciais compradores”, afirma Silvio, ou seja, a inserção nas redes sociais começa antes, bem antes de estar no tchitchitchi, no “buzzwording”, no boca a boca dos consumidores. Começa na criação dos produtos, na inovação na forma de prestar serviços, no posicionamento da empresa, no nascedouro de um novo negócio, e não depois.

Como diz Silvio, a verdadeira inserção das empresas e seus produtos nas redes sociais só acontece de fato a partir “…de uma atitude holística que considere todo o ecossistema, do design à fábrica, da agência ao varejo e ao consumidor, do atendimento à manutenção e à reciclagem”.

Outro engano das empresas é envolver as agências de comunicação apenas quando tudo está pronto, com a tarefa (quase impossível) de “socializar” o novo produto, lançá-lo nas redes e torná-lo parte da vida dos consumidores e das comunidades. Assim as empresas acham que fizeram sua tarefa. Quando vão medir o quanto seu produto provocou comentários nas redes sociais, se dão por satisfeitas porque os números indicam que elas estão entre os “trending topics”. Segundo Silvio, essa é uma visão míope. Não basta ser comentado, um produto, hoje, precisa provocar paixões em seus consumidores.

“Na sociedade e na economia conectadas, mercados são conversações, conduzidas por pessoas em redes sociais, em uma voz humana” que é cada vez mais exigente e informada. Para essa sociedade conectada não basta estar na rede social, é preciso SER social desde o ponto de partida.

Você se perguntou se seu cliente está preparado para esse desafio? E você, está preparado para orientá-lo?
Aqui vai uma dica do próprio Silvio Meira – o texto “Ruído Social pode Ajudar Produtos Medíocres?

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