Yes, he can… a mensagem é o meio

Barack ObamaAo contrário da pompa e circunstância que têm cercado as posses dos presidentes anteriores, onde a forma tinha lugar de destaque em detrimento das mensagens claras e diretas, as intenções da administração Obama ficaram claras e perceptíveis por todo o planeta, antes mesmo do discurso. Ele conseguiu antecipar o conteúdo do discurso, no formato dado às cerimônias e rituais que o antecederam. A comunicação não verbal foi muito forte e coerente com tudo o que ele vinha falando na campanha e com tudo o que ele, depois, reafirmou no discurso de posse.

Obama e sua equipe trabalharam bem a percepção desejada pela nova administração, em cada detalhe, em cada passo. Foi uma cerimônia sem sinais de poder supremo, apesar de seu presidente ocupar o posto mais alto no mundo; de gestos contidos, apesar de espontâneos e alegres; sem sinais de ressentimentos, apesar de ser o primeiro presidente negro que os americanos elegem; sem a preocupação de parecer diferente, apesar de ser inovador.

O jeito de vestir, de titubear no juramento, a escolha da Bíblia usada, o jeito de andar de mãos dadas com a esposa (Bush nem sequer conseguia abrigar o braço da esposa no próprio braço que permaneceu duro, esticado, indiferente), o sorriso espontaneamente correto, na hora certa, tudo isso já contava o jeitão Obama de ser, independentemente do discurso.

E quando veio o discurso, já meio previsível, a percepção criada na campanha foi confirmada pelas palavras e pela linguagem não verbal inicial da cerimônia. E mais, ela foi ampliada pelo tom usado e pela informação, divulgada com inteligência, de que todo o discurso foi criado por duas cabeças – a do presidente e a de um jovem de 27 anos.

Não parece, mas isso por si só, é uma informação muito importante porque sinaliza o que Obama pretende, confirmando, mais uma vez sua postura e os meios escolhidos na campanha: atingir os jovens, oxigenar o país, apostar no futuro. “Yes, he can”…essa foi a impressão que ele passou. Ele pode abrigar os mais velhos com discurso e postura de quem lutou muito para chegar onde ele chegou, e abraçar os jovens com a postura ousada e transparente. Não é uma coincidência ele ficar famoso pelo uso inteligente da imagem na campanha e na posse.

http://br.youtube.com/watch?v=RsWpvkLCvu4

Viver mais: uma questão de organização

O professor Howard Friedman, um dos autores da pesquisa, conta que pessoas organizadas, disciplinadas e persistentes desenvolvem comportamentos mais saudáveis que evitam riscos desnecessários tanto saúde física (bebem menos, fumam menos, controlam a alimentação) quanto para a saúde emocional (relacionamentos mais estáveis e carreiras mais definidas).

A pesquisa faz contraponto com os impulsivos que acabam comprometendo sua vida pela forma pouco controlável de se relacionar com as surpresas e as circunstâncias. Os impulsos controlam a vida dessas pessoas e não ao contrário, diz o professor. Por outro lado, avisa ele, o extremo da organização também é prejudicial. Os muito regrados, em exagero, podem ter comportamento tão rígidos que acabam comprometendo sua capacidade de adaptação a novas situações. Com isso, sofrem e comprometem sua saúde.

Blog faz bem à saúde

O fato de termos um espaço para contar nossos sentimentos, dizer nossa opinião, expressar nossas dores e sofrimentos, tem um efeito terapêutico tão expressivo que está chamando a atenção dos cientistas e pesquisadores.

Segundo o que já se sabe, a escrita desbloqueia e organiza sentimentos na forma de linguagem e esse esforço emocional ajuda a memória, o sono, a capacidade imunológica e até ajuda na cicatrização de processos cirúrgicos.

“A reclamação, por exemplo, funciona (…) como uma forma de diminuir o desconforto e a sensação de impotência diante do mal-estar físico e mental”, comenta uma nota na revista Mente Cérebro”. O blog, portanto, transformou-se na mais moderna válvula de escape para o homem estressado das grandes cidades.

Eu recomendo

O Autor de O Mundo É Plano, Thomas Friedman deu um passo além das previsões e se ancorou na necessidade de iniciarmos uma Revolução Verde para garantir não apenas a sobrevivência da espécie, mas para crescer, enriquecer, inovar, produzir, seguir em frente. Ele diz que chegamos numa nova era a Era da Energia e do Clima e propõe um novo pacto para os EUA, uma nova estratégia nacional que ele chama de “Geo-Greenism”. Ele fala de um novo New Deal, o Green New Deal, e de uma nova geração a Greenest Generation.

Ele diz que a América deveria iniciar a revolução do futuro, dominando a tecnologia de novas formas de energia limpa.

Hot, Flat and Crowded deve ser lido por todos nós, profissionais de comunicação. Ele nos encoraja a novos diálogos e incentiva o compartilhamento das idéias.